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Deputados de SC são maioria entre os que votaram não pelo fim da escala 6x1; veja como cada um votou

Placares das votações da PEC da escala 6x1: primeiro turno à esquerda e segundo turno à direita Reprodução Deputados federais de Santa Catarina foram a ma...

Deputados de SC são maioria entre os que votaram não pelo fim da escala 6x1; veja como cada um votou
Deputados de SC são maioria entre os que votaram não pelo fim da escala 6x1; veja como cada um votou (Foto: Reprodução)

Placares das votações da PEC da escala 6x1: primeiro turno à esquerda e segundo turno à direita Reprodução Deputados federais de Santa Catarina foram a maioria dos políticos que votaram contra o fim da escala 6x1 na noite de quarta-feira (27) na Câmara Federal. No primeiro turno, entre os 22 votos contrários, 10 foram de parlamentares catarinenses. Já na segunda votação, a tendência se manteve com 9 votos entre os 19 contrários à proposta (veja abaixo como cada um votou). Mesmo com a posição contrária, os deputados aprovaram a Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Na prática, o texto deve reduzir a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas por semana em até 14 meses. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Agora, a proposta será enviada ao Senado Federal. Apesar do apelo social, interlocutores do presidente Davi Alcolumbre (União-AP) apontam que a tramitação não será acelerada, mas que o texto deve ser aprovado antes das eleições deste ano. Como votaram os deputados de SC no 1º turno Votaram contra: Carlos Chiodini (MDB), Caroline De Toni (PL), Daniel Freitas (PL), Daniela Reinehr (PL), Fabio Schiochet (União Brasil), Gilson Marques (Novo), Julia Zanatta (PL), Pezenti (MDB), Ricardo Guidi (PL) e Zé Trovão (PL); Votaram a favor: Ana Paula Lima (PT), Ismael (PL), Jorge Goetten (PL), Pedro Uczai (PT); Ausentes: Cobalchini (MDB) e Geovania de Sá (Republicanos). Como votaram os deputados de SC no 2º turno Votaram contra: Carlos Chiodini (MDB), Caroline De Toni (PL), Daniel Freitas (PL), Daniela Reinehr (PL), Fabio Schiochet (União Brasil), Gilson Marques (Novo), Julia Zanatta (PL), Pezenti (MDB) e Ricardo Guidi (PL); Votaram a favor: Ana Paula Lima (PT), Ismael (PL), Jorge Goetten (PL), Pedro Uczai (PT); Ausentes: Cobalchini (MDB), Geovania de Sá (Republicanos) e Zé Trovão (PL). Câmara aprova em 1º turno PEC que reduz jornada de trabalho Como votaram os deputados no 1º turno Como votaram os partidos no 1º turno Como votaram os deputados no 2º turno Mais cedo ainda na quarta, o texto já havia passado por votação em uma comissão especial da Câmara. O parecer do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), foi aprovado por 34 a 4. Os parlamentares ainda rejeitaram um destaque do PL, que pretendia alterar o período de transição para a escala 5x2, mantendo o texto do relator como apresentado no início desta semana. Como votaram os deputados no 1º turno: Como votaram os partidos no 1º turno: Como votaram os deputados no 2º turno: O que diz o texto A proposta altera a parte da Constituição Federal que trata sobre os Direitos e Garantias Fundamentais e deixa expresso que a “duração do trabalho normal” não será superior a oito horas diárias e quarenta horas semanais. O artigo prevê exceções ao permitir compensações de horários e a redução da jornada conforme acordo ou convenção coletiva de trabalho. Conforme a proposta, a redução das quatro horas na jornada de trabalho será concretizada em duas etapas: as primeiras duas horas em até dois meses após a promulgação da PEC; as quatro horas restantes em até 12 meses após a redução das primeiras duas horas. O fim da escala 6x1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto. O período de transição foi o principal ponto de discussão da PEC nas últimas semanas. Empresários e confederações de empregadores pediam um tempo para se adequar à medida. O governo, a princípio, se colocou contra a transição, mas chegou a um acordo para permitir a implantação gradativa da redução da jornada. O relator fixou que, decorridos 60 dias da promulgação, todas as convenções e acordos coletivos que forem incompatíveis com as novas jornadas perdem a validade automaticamente. Esse ponto servirá como uma trava para obrigar sindicatos e empresas a sentarem na mesa de negociação. A PEC inscreve na Constituição a exigência de duas folgas remuneradas por semana, uma delas, de preferência, aos domingos, e determina que deve ser “garantido o gozo de pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana de trabalho”. Regra não é universal Ficarão fora das novas regras estabelecidas pela PEC os trabalhadores que têm diploma de nível superior e ganham a partir de duas vezes e meia o teto do INSS — cerca de R$ 21,1 mil atualmente. Para esses profissionais, não serão aplicadas as regras de jornada e controle de ponto. A exclusão se deu sob o argumento de combater a “pejotização” e dar liberdade a profissionais de alta renda. Na avaliação de economistas, o debate no governo federal e no Congresso Nacional precisa ser acompanhado de discussões sobre ganhos de produtividade que, segundo eles, virão principalmente com o aumento da qualificação dos trabalhadores, inovação e investimentos em melhorias em infraestrutura e logística. Fim da escala 6x1 segue para o plenário da Câmara VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias