Mulher é suspeita de andar na contramão por 2 km, bater em moto e fugir do hospital em SC; motociclista morreu
Motociclista de 26 anos morre após ser atingido por carro na SC-401, em Florianópolis A Polícia Civil de Santa Catarina investiga uma motorista suspeita de d...
Motociclista de 26 anos morre após ser atingido por carro na SC-401, em Florianópolis A Polícia Civil de Santa Catarina investiga uma motorista suspeita de dirigir por dois quilômetros na contramão da SC-401, em Florianópolis, e bater de frente contra uma moto. O piloto Felipe Maffioletti Contreira, de 25 anos, morreu. O caso ocorreu na madrugada de sábado (29) e o nome que consta no boletim de ocorrência, do qual o g1 teve acesso, não seria da mulher que estava no volante. A defesa informou que ela não estava no veículo — apenas sua bolsa, com seus pertences (entenda imbróglio abaixo). Segundo a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), a motorista foi socorrida e levada a um hospital. A unidade informou, no entanto, que ela fugiu antes de passar por atendimento médico. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp A defesa da mulher cujo nome consta no boletim de ocorrência informou que "ela sequer esteve no local do acidente ou recebeu atendimento médico" e que a situação foi esclarecida à Polícia Civil. O g1 busca contato com a proprietária do veículo. "Ela e a motorista estiveram juntas anteriormente em um estabelecimento em Canasvieiras, mas Gesilane deixou o local por volta das 2h, de Uber. Sua bolsa, contudo, permaneceu no carro da colega, o que possivelmente ocasionou a confusão na identificação", disse a advogada. A investigação determinou a oitiva dos policiais militares e de uma testemunha. A suspeita também será interrogada. Segundo a Polícia Civil, ela não é considerada foragida. Acidente resultou na morte de comerciante de 25 anos em Florianópolis PMRv/Divulgação Defesa diz que nome foi registrado por engano A mulher cujo nome consta no boletim de ocorrência do acidente afirma que não estava ao volante e nem esteve no local da colisão. Segundo a defesa, a identificação incorreta ocorreu porque ela esqueceu a bolsa com os documentos dentro do veículo de uma colega. Segundo a delegada Carolina Pedreira, responsável pelo caso, a mulher identificada no boletim foi ouvida e disse, no depoimento, que a proprietária do automóvel estava conduzindo o veículo no momento do acidente. Ela foi intimada pela corporação, conforme a investigadora. A defesa da mulher citada na ocorrência afirma que a cliente e a colega estavam juntas em um estabelecimento no bairro Canasvieiras. No entanto, ela teria deixado o local por volta das 2h, utilizando um transporte por aplicativo. Em nota enviada ao g1, a Polícia Militar Rodoviária (PMRv) esclareceu que, quando a guarnição chegou ao local, a vítima já havia sido socorrida pelos bombeiros, e que a identificação da condutora foi repassada aos policiais pelos próprios socorristas. O nome dela também consta no registro do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, que descreve que a mulher encontrada encarcerada nas ferragens foi resgatada e encaminhada em estado estável a um hospital pela ambulância ASU-613. De acordo com a polícia, os agentes da PMRv não conversaram com a motorista na cena nem a acompanharam até a unidade de saúde. O g1 procurou o Corpo de Bombeiros, mas não obteve retorno até a última atualização da reportagem. A unidade de saúde confirmou à reportagem da NSC TV que deu entrada na condutora resgatada, mas informou que a paciente fugiu da unidade antes de receber o atendimento médico completo. Câmeras flagraram carro na contramão A colisão aconteceu por volta das 4h no km 2,3 da rodovia, em frente a um supermercado no bairro Canasvieiras, no Norte da Ilha. Segundo a Polícia Militar Rodoviária (PMRv) e relatórios do resgate, a motorista responsável pelo acidente dirigia um Ford Ka preto quando entrou na pista contrária e percorreu cerca de 2,3 quilômetros na contramão. Pelo menos duas testemunhas relataram ter cruzado com o carro antes da batida contra a moto Honda CG 125 Fan. O veículo era pilotado pela vítima, Felipe, que trabalhava como comerciante, era natural de Florianópolis e morava no bairro Canasvieiras. Com a força do impacto frontal, Felipe foi arremessado a cerca de 25 metros e morreu na hora. A moto pegou fogo e o incêndio foi controlado pelo Corpo de Bombeiros. De acordo com a PMRv, o comerciante não tinha Carteira Nacional de Habilitação (CNH). 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Como não fez o teste do bafômetro e não passou por verificação policial de embriaguez no hospital, a condutora continua em liberdade e não chegou a ser levada à delegacia. 🚔 Ela é investigada por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) na direção de veículo automotor, com base no artigo 302 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A pena prevista para o crime é de detenção de dois a quatro anos, além da suspensão ou proibição do direito de obter a habilitação para dirigir. O caso foi registrado na 7ª Delegacia de Polícia de Canasvieiras, que conduz o inquérito. VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias